Papudiskina - Caso Dr. Valter e outros assuntos cotidianos

Por Daniel Oliveira da Paixão

Prisão de acusados de assassinato do Dr Valter
Agora que a Polícia prendeu dois acusados da morte do Dr Valter, surgem acusações, ainda sem provas, de que o mandante seria alguém da própria família da vítima. É uma temeridade o que alguns jornais estão fazendo, divulgando amplamente o fato, sem o devido cuidado que se deve ter nesses casos. Muitas vezes a pressa em alardear tais informações contribuem ou para a condenção de inocentes ou para a absolvição de culpados. Nem mesmo quem está preso pode ser apontado como criminoso. Há dois tipos de prisões comuns nesses casos: a temporária, que detém o acusado provisoriamente para ouvi-lo mais detalhadamente sobre os fatos, e a preventiva, que é decretada com a finalidade de impedir que o acusado eventualmente venha a fugir ou coagir testemunhas.
Então, minha gente, o que há de concreto é que as investigações agora estão bem avançadas, mas ninguém foi condenado por enquanto. Então, vamos respeitar a presunção de inocência e o amplo direito de defesa e do contraditório. Nem mesmo eventuais confissões à autoridade policial nem aquelas sob os holofotes das emissoras de TVs têm validade juridica. O que vale são as provas que se apresentarem ao longo de uma árdua e dolorosa investigação. Sob pressão psicológica ou sob o porrete da polícia, muitos inocentes acabam se declarando culpados antecipadamente, embora eu não creio que esteja havendo esse ignóbil tipo de comportamento em Cacoal. Eu sempre disse que apesar de todos os problemas e dificuldades do sistema judiciário brasileiro, a Justiça e a Polícia de Rondônia seguramente são as melhores de todo o Brasil. Eu mesmo já vi depoimentos de pessoas do próprio Conselho Nacional de Justiça elogiando a Justiça e a Polícia de Rondônia. Eu confio plenamente no competente trabalho dos delegados de polícia de Cacoal e em nossos igualmente competentes juízes de direito.

Ao prefeito Franco
Daqui a oito dias o prefeito Francesco Vialetto (carinhosamente conhecido como padre Franco, pois também é um dos mais conceituados sacerdotes que esta cidade já conheceu), estará completando um ano de atuação à frente do Palácio do Café. Eu gostaria de cumprimentá-lo publicamente pelas medidas corajosas que vem tomando nos últimos dias, numa inequívoca demonstração de que começa a entender melhor como funciona a administração pública e temos certeza de que no ano de 2010 a prefeitura vai atuar com muito mais firmeza do que neste ano.
2009, decididamente, não foi bom para Cacoal. Tivemos muitos problemas e claro que não podemos colocar tudo isso na conta de quem acabou de assumir o comando de uma administração, especialmente alguém que não tinha nenhuma experiência no que concerne ao poder público, seja ela no Legislativo ou no Executivo.
Mas o que importa é que o padre Franco sempre demonstrou confiança de que dominaria a situação e eu espero que ele, juntamente com aquelas pessoas sérias que o rodeiam, possam tomar as rédeas da situação. Digo isto porque algumas pessoas que ocupam cargo de primeiro escalão na prefeitura (não vou citar nomes), realmente parecem estar no lugar errado, na hora errada. Mas também temos bons nomes ocupando cargos nessa administração e não podemos generalizar e por todos na mesma balança.
Sou uma pessoa crítica, combativa e apaixonado por política, mas também procuro ser justo. Temos de dar a "César o que é de César" e a "Deus o que é de Deus". Eu sempre critiquei a inércia da atual administração ao longo deste ano. A prefeitura caminhava a passos de tartaruga. A coisa ainda não está nada boa. Mas eu tenho visto que o prefeito começou a enxergar a situação e a cobrar mais postura de seu staff político. E isso eu tenho de elogiar porque vejo luz no fim do túnel. Diante de tal situação só há duas vertentes comportamentais que eu posso ter: 1) assumir uma posição negativa e acreditar que 2010 será continuidade de tudo o que de pior aconteceu em 2009; 2) ou assumir uma opção otimista e acreditar que teremos muito mais ações positivas do que negativas em 2010. Do fundo do coração, estou sentindo que 2010 vai ser um ano muito positivo e o padre Franco vai recuperar o prestígio que sempre teve. Claro que uma coisa é ser um abnegado e ferveroso sacerdote. Outra coisa é ser prefeito de uma cidade. Mas com a ajuda de Deus, dos seus secretários e com o suporte ético e moral que ele sempre professou, dá para ele ser um grande prefeito também. Assim esperamos e assim acreditamos. Que Deus ilumine o nosso prefeito e ele, de fato, possa governar para o povo sofrido de Cacoal e não para uma pequena elite política que sempre se enriqueceu a custa de privilégicos decorrentes de sua relação com o poder público.

SAAE tem novo diretor administrativo (o terceiro da era Franco)
José Luiz de Souza Leite, servidor de carreira do Serviço de Água e Esgotos de Cacoal (SAAE), foi nomeado como diretor administrativo daquela autarquia pelo prefeito Francesco Vialetto e apresentado oficialmente no início do mês. Com isso, ele se torna o terceiro diretor administrativo a ser nomeado só este ano. Os dois nomeados anteriormente acabaram optando por deixar o cargo. O primeiro deles foi Jonadabe da Silva Lima, que ficou no comando administrativo por apenas 90 dias e foi embora sem ao menos se despedir dos servidores. O segundo deles, terceiro da lista entre os mais votados, foi José Milton Amorim, que se afastou no início desse mês. O novo diretor também havia sido votado pelos servidores do SAAE e havia ficado em segundo lugar da lista, mas em vez dele, o prefeito preferiu nomear o terceiro entre os mais votados. Mas agora, finalmente, decidiu nomeá-lo quando o seu antecessor preferiu pedir exoneração do cargo.

Democracia na administração pública
Muitos políticos dizem que são democráticos, mas, na verdade, seus discursos nem sempre são condizentes com a prática, pois o que eles querem sempre é manter uma imagem positiva diante do público. Eu mesmo, por acreditar que com certos políticos a coisa seria diferente, já fui perseguido. Claro que não estou falando dessa administração, da qual não participo, mas daquelas em que participei. Não são os que estão de fora que sofrem perseguições, mas os que estão do lado de dentro. Falo isso com conhecimento de causa, pois já atuei como assessor de imprensa nas prefeituras de Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Espigão do Oeste e também como assessor de imprensa das Câmaras municipais de Pimenta Bueno e de Cacoal. Para nós, jornalistas, o importante é atuar de forma coerente. Claro que uma coisa é você estar do lado de fora e outra coisa diferente é fazer parte de uma administração. Sendo parte, o jornalista tem que realmente passar a visão de governo, ser coerente com a sua condição. Mas isso não quer dizer que deva perder sua independência crítica e analítica, embora tenha de agir como alguém que se concentra nas ações de governo. Isto significa "passar a visão de governo" sem necessariamente ser avalista dela. Mas, claro, não é decente um assessor de imprensa falar mal do governo para o qual trabalha. O mínimo que se requer, nesses casos, é respeito à instituição que representa.

Propaganda estranha na TV
Terça-feira estive conversando com o meu amigo Sérgio Augusto Ferreira, empresário do ramo de tintas em Cacoal, e ele comentava sobre a propaganda na TV onde se pede para que o empresariado dê uma nova chance aos egressos do sistema penitenciário para que evitemos, assim, a incidência de ações criminosas por parte dessa gente. Ele questionava: porque o Governo quer que o empresariado dê oportunidades a ex-presidiários se nos concursos públicos qualquer um que queira concorrer precise, em muitos casos, até levar uma certidão negativa da justiça?
Ele tem razão. Penso que o governo tem meios para dar suporte a ex-presidiários porque conta com um aparato policial para eventuais emergências. Claro que muitos ex-presidiários realmente vão se recuperar. Mas não todos. E, no caso desses para os quais não há trabalho que os possa redimir, há necessidade de um acompanhamento mais de perto do aparato do Estado para evitar maiores danos à sociedade.
Acho louvável que se dê oportunidades para egressos do sistema prisional, mas as devidas cautelas são necessárias.

EMBAIXADOR DA AMAZÔNIA EM COPENHAGUE

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, está em Copenhague, na Dinamarca, participando da Conferência de Mudanças Climáticas. Na bagagem, levou camisetas alusivas à candidatura da Amazônia no concurso Novas 7 Maravilhas da Natureza para vestir a delegação brasileira durante o evento.

A campanha Novas 7 Maravilhas da Natureza segue os mesmos passos da disputa que consagrou, em 2007, o Cristo Redentor como uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo. A Amazônia iniciou a disputa no mesmo ano com outras 441 atrações de 222 países e é hoje uma das 28 finalistas.

A candidatura, liderada pela Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Norte (Adetur Amazônia), integra os sete Estados do Norte do Brasil e os nove países panamazonicos. A votação pela internet termina em 2010 para, no ano seguinte, serem anunciadas as sete grandes vencedoras.

Sobre a Adetur Amazônia
A Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Norte (Adetur Amazônia) iniciou atividades em dezembro de 2008 com a missão de fomentar o volume de negócios e dinamizar a economia regional por meio da atividade turística. A entidade privada e sem fins lucrativos é representada por dirigentes públicos, empresários e executivos, diretores de universidades e líderes comunitários, com atuação nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Entre seus planos de ação estão o de divulgar e estimular o turismo sustentável na Amazônia, estabelecer alianças com Organizações representativas na região, bem como, firmar parcerias com prestadores de serviços como companhias aéreas, hotéis, restaurantes, estabelecimentos comerciais, espaços de eventos, centros culturais e de entretenimento, além de capacitar operadores de receptivo locais e agentes de viagem de todo o Brasil.

Zibia Gasparetto lança o seu 24º romance no próximo dia 10

O 24º romance ditado pelo espírito Lucius mostra que nossas dificuldades do dia a dia têm a função de quebrar o círculo vicioso do nosso comodismo, desfazer as ilusões que impedem a nossa felicidade. Revela que somos responsáveis por tudo o que nos acontece uma vez que colhemos o resultado de nossas escolhas e atitudes.

Se abrindo pra vida, 32º livro de Zibia Gasparetto, uma das autoras mais lidas no Brasil, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro, mesclando drama e romance numa interessante história ditada pelo espírito Lucius, autor de 24 de suas publicações. Nesta narrativa o foco é Jacira, uma mulher de 38 anos, solteira e extremamente dedicada à família, que culpa a todos pela sua infelicidade enquanto acredita ser uma vítima da vida e de não ter o poder de mudar o seu próprio destino. O livro tem 368 páginas e é mais um lançamento da Editora Vida e Consciência.
Evento de lançamento
Para o lançamento do livro Se abrindo pra vida, Zibia Gasparetto fará um bate-papo com leitores na próxima quinta-feira, dia 10 de dezembro, às 19h30 no auditório da Livraria Saraiva no Shopping Center Norte (Travessa Casalbuono, 120 Vila Guilherme), em São Paulo.
O mercado editorial aposta que Se abrindo pra vida seja mais um best-seller e que em poucas semanas passe a figurar na lista dos mais vendidos, como acontece com grande parte das publicações de Zibia Gasparetto.Zibia atribui o sucesso de seus livros às histórias que retratam o cotidiano dos leitores, muitos dos quais estão vivendo os mesmos problemas dos personagens.
Nos romances, Lucius mostra que a infelicidade resulta de atitudes equivocadas e do autoabandono que levam às pessoas a tentarem salvar os outros, esquecendo de si mesmas, muitas vezes provocando a depressão. "As histórias falam de espiritualidade e de eternidade, o que toca a alma das pessoas", diz.

Sobre a história
Jacira trabalha como costureira e vive com os pais: um ex-operário de uma montadora de automóveis que prefere o desemprego a aceitar um salário inferior ao que ganhava e uma dona de casa que reclama da vida, além de angustiar-se com a possibilidade de a filha abandoná-los, como fizeram seus dois outros filhos.

O orgulho do pai, que leva Jacira a sustentá-los, e a insegurança da mãe, contribuem para estimular sua baixa-estima, ofuscam seus valores, a deprimem e fazem-na acreditar que não tem poder para lutar e obter uma vida melhor.

Uma noite ela sonha que está sendo julgada em um tribunal onde várias pessoas a acusam por não fazer nada em seu favor. Esse encontro desperta em Jacira fortes emoções. É a partir desse sonho que ela começa a olhar para si mesma e percebe o quanto estava distante de si mesma e isolada de todos.

Tão logo ela muda de atitude, a vida começa a corresponder, mandando pessoas que a instruem e a ajudam. Apesar da interferência dos pais, que pretendem mantê-la submissa, ela se impõe, muda a aparência e a situação financeira para melhor. Dessa forma, Jacira torna-se um exemplo para o pai, que se encoraja e aceita o trabalho que lhe é possível ter.

"Na vida, o importante é analisar os próprios sentimentos, descobrir qual a sua vocação e verificar o que lhe proporciona mais felicidade. Em seguida, é preciso respeitar seus verdadeiros sentimentos, direcionar suas escolhas com bom-senso e persistência, colocando-se em primeiro lugar nas suas escolhas. Todos precisamos reconhecer que há momentos de dizer sim e de dizer não. Respeitar seus sentimentos é a melhor forma de se valorizar", orienta.

Zibia Gasparetto
Mensagem do livro
A história de Jacira ensina que embora seja cômodo jogar a culpa de todos os seus problemas nos outros, essa é uma ilusão perigosa, porque coloca você em um círculo vicioso. Para encontrar a alegria de viver, você deve fixar-se no presente, valorizando o que já tem de bom.
"Cultive a beleza, rodeando-se de coisas bonitas, mesmo singelas e simples. A alegria é o tônico da alma. Tudo passa e caminha para melhor. Faça a parte que lhe cabe com capricho e amor. Confie na vida e acredite que as forças do universo estão cuidando daquilo que não depende de você. Jogue fora as falsas crenças que limitam seu progresso. Assuma que você pode construir uma vida melhor. Lembre-se que cuidar de você é sua primeira responsabilidade, depois, se puder, dê sua contribuição aos outros, sabendo que a ajuda só funciona se for inteligente. Acredite que sua vida pode tornar-se muito melhor do que é", resume a escritora.
Ficha BibliográficaSe abrindo pra vidaZibia Gasparetto, pelo espírito Lucius368 páginasPreço sugerido: R$ 36,00Editora Vida e Consciência

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Clarim da Amazônia